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  • Icon 2022-02-21
Reabertura do Museu de Arqueologia

“Este é um momento muito relevante de início de uma nova abordagem dos museus de Cabo Verde” – MCIC, Abraão Vicente O Museu da Arqueologia foi reaberta, com parte do acervo, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, no Plateau, cidade da Praia, dando uma nova centralidade ao museu e levando, para mais perto das pessoas, objetos e artefactos históricos e com história. A reabertura do Museu da Arqueologia neste novo espaço aconteceu na manhã desta segunda-feira, 21 de fevereiro, com a presença do Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que satisfeito com o trabalho técnico e com o acervo, convida todos os cabo-verdianos a conhecer parte da nossa história. “Temos uma oportunidade gigantesca de começar a ler Cabo Verde na sua totalidade. Queremos recentrar a narrativa de Cabo Verde que tem 462 anos da história. Temos que resgatar o período das descobertas, do colonialismo, formatação e formação da nossa identidade através de misturas das nossas culturas”, começou por dizer o governante. Para o MCIC ter museus, factos, artefactos e objetos à disposição de todos ajuda-nos a conhecermos melhor a nossa história, a nossa construção como um povo. “Espero que através dos nossos museus possamos dar esse contributo e incentivemos escolas e famílias a fazerem parte deste novo momento de Cabo Verde”. O 1º piso do Palácio da Cultura Ildo Lobo contém, por agora, parte de uma extensa coleção que muito mais do que o valor patrimonial demostra o sentido da existência de instituições como o Instituto do Património Cultural que se dedica à investigação contínua, intensiva e à clarificação da nossa história. “Portanto este é um momento muito relevante de início de uma nova abordagem dos museus de Cabo Verde”. A reabertura contou com a presença dos alunos do Liceu Domingos Ramos, cidade da Praia.

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  • Icon 2021-10-23
Abertura da exposição “Memórias do Campo de concentração do Tarrafal”

A “Exposição Memórias do Campo de Concentração do Tarrafal” é a mostra de que para além da reabilitação física realizada nesta estrutura marcante da nossa história, é crucial introduzir conteúdos que contam e retratam a sua existência. Para a Diretora dos Museus, Ana Samira Baessa, “a realização desta exposição é trazer a memória do espaço, sobretudo na primeira fase, de forma a, primeiramente, simplificar o conceito histórico, que é muito vasto, para de seguida permitir uma melhor perceção do conteúdo museográfico exposto no interior do Campo de Concentração. O Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, acompanhado da Embaixadora da República de Angola em Cabo Verde, Júlia Machado, participaram na abertura da “Exposição Memórias do Campo de Concentração do Tarrafal”, cientes de que este património deixou marcas profundas no povo angolano e cabo-verdiano. Esta exposição, patente na antiga secretaria do complexo prisional, está enquadrada nas atividades do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, , assinalada no dia 18 de Outubro. Traz-nos, através de uma seleção de fotografias antigas, Campo de Concentração nas diferentes fases de construção e ocupação, dando a conhecer os primórdios deste espaço, até à sua configuração atual. Estiveram presente a vereadora da pasta cultura da Câmara Municipal do Tarrafal, os presidentes do Instituto do Património Cultural do Instituto do Arquivo Nacional.

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  • Icon 2021-10-22
Abertura da exposição temporária - “Cimboa: resistindo ao tempo e driblando o esquecimento”

“Com esta exposição damos início ao processo de salvaguarda da Cimboa que levará a sua inscrição à Lista Indicativa de Bens em Perigo da UNESCO” - MCIC O Governo de Cabo Verde tem trabalhado no resgate e na recuperação do património cultural imaterial, conferindo uma nova centralidade, colocando-o, novamente, na convivência e no dia-a-dia dos cabo-verdianos, ao mesmo tempo que prepara a sua inscrição da Lista Indicativa de Bens da UNESCO. Este é um processo que está a acontecer, também, com a Cimboa, instrumento de corda tipicamente cabo-verdiano, utilizado tradicionalmente no batuque, cuja confeção e prática vem desaparecendo. O processo de “resgate” da Cimboa vem sendo trabalhado por uma equipa do Instituto do Património Cultural (IPC), e uma parte do resultado foi apresentado na exposição “Cimboa: resistindo o tempo e driblando o esquecimento”, cuja abertura aconteceu na tarde desta sexta-feira, 22 de outubro, no Museu da Etnografia da Praia, no Plateau. “Com esta exposição damos início ao processo de salvaguarda da Cimboa que levará a sua inscrição à Lista Indicativa de Bens em Perigo da UNESCO”, afirmou o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, durante a abertura da exposição. Esta exposição que se enquadra no âmbito da rotatividade das exposições e das atividades comemorativas do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades assinalada a 18 de outubro, tem como objetivo apresentar a Cimboa enquanto instrumento musical tradicional, fortemente enraizado na Ilha de Santiago e que esteve durante muitos anos no esquecimento. Estará patente ainda o ciclo de confeção da cimboa: desde as matérias-primas e ferramentas tradicionais utilizadas no seu fabrico, os seus grandes mestres, bem como o trabalho de salvaguarda e de resgate deste instrumento musical praticamente em desuso.

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  • Icon 2021-10-19
“O principal desafio da cultura neste momento em Cabo Verde e no mundo é o financiamento e a sua reabertura total para que as atividades decorram na normalidade” – MCIC, Abraão Vicente

Apesar do forte impato que a pandemia da Covid19 no setor da cultura, hoje, celebramos o Dia Nacional da Cultura e das Comunidades com um leque variado de atividades que mostram que a cultura não está confinada. “Ao contrário do que se tem dito todas as atividades estão abertas, com limitação, sim, do horário de funcionamento. É basta ver a agenda cultural cabo-verdiana para perceber que os museus estão abertos, já há concertos, performances, teatro. A par disso, o Governo já anunciou o início de grandes eventos a partir de 30 de outubro”, afirmou o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, durante a visita ao Museu Etnográfico da Praia, no âmbito do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades. A abertura deste setor da cultura, assim como diversos setores, vem sendo feita de forma gradual. A retoma das atividades culturais, das visitas aos museus, dos concertos, tem se registado um pouco por todo o país, graças ao abrandamento do número de casos de pessoas infetadas e também ao aceleramento da vacinação que está a chagar aos 80%. “O principal desafio da cultura neste momento em Cabo Verde e no mundo é o financiamento e a sua reabertura total para que as atividades decorram na normalidade”, frisou o governante.